Olá concurseiros e concurseiras!

Seguindo nossa série de entrevistas com concursados, apresentamos hoje o bate-papo que tivemos com o Fábio Moassab Bruni, que trabalha no Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome em Brasília-DF. Ele prestou concurso para o cargo de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental. A trajetória do Fábio como concurseiro foi curta, mas a sua experiência certamente vai te ajudar a criar novas estratégias de estudos e preparo. Eu já disse e repito: todo concursado já foi concurseiro! Então, mãos à obra e boa leitura.

 

1. Olá. Você poderia nos contar qual foi o critério de escolha dos concursos que você prestou?

Resposta Eu não prestei muitos concursos na vida. Na faculdade (estudei Administração Pública em São Paulo) fizemos uma excursão para a Escola Nacional de Administração Pública e desde então fiquei muito interessado na minha atual carreira. Eu sabia que era ela que eu queria e que algum dia iria estudar com afinco para passar. É uma carreira com grande flexibilidade e um potencial de atuação enorme, uma vez que, apesar de estarmos vinculados ao Ministério do Planejamento, a nossa área de atuação é toda a Esplanada. Esta transversalidade e flexibilidade de atuação foi o principal critério.

2. De que forma você se mantinha atualizado sobre os editais, data e novos concursos?

Resposta: Eu sempre buscava informações sobre concursos no Fórum dos Concurseiros do Correioweb e, também, no site da Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental – anesp.org.br

3. Como era a sua rotina de estudos?

Resposta: Minha graduação foi em Administração Pública, o que é bastante relacionado com o conteúdo programático do concurso de “gestor público”, como a minha carreira é apelidada. Assim, pela primeira vez que prestei o concurso eu não tinha expectativa de passar e não havia estudado nada, não houve rotina de estudos alguma. Felizmente, o que era para ser um treino converteu-se em uma vitória pessoal e profissional e passei no concurso.

4. Você seguia alguma planilha ou cronograma de estudos? Você acha que isso pode ser eficaz para um concurseiro?

Resposta: Não, mas acredito que foco é fundamental para quem realmente deseja passar em um concurso. Não significa que deve-se abrir mão das atividades que dão prazer pessoal ao candidato/concurseiro – o segredo está no equilíbrio, e até para isso a planilha é um instrumento de organização pessoal muito importante e útil.

5. Você teve algum preparo para a prova de redação? Que tipo de preparo você acha importante para esta etapa da prova?

Resposta: Não tive nenhum preparo especial, mas procuro sempre estar atento às principais notícias e, em especial, às diferentes opiniões sobre ostemas que estão sendo noticiados. É fundamental que o candidato tenha bons argumentos para a prova discursiva.

6. Você tinha algum tipo de preparação para o dia da prova?

Resposta: No dia da prova eu segui a dica clássica de “não fazer nada diferente do que você faz no dia-a-dia”. Sai na noite anterior para jantar, bebi como de costume e tentei ter uma noite relaxada de sono. Minhas provas foram sábado e domingo pela tarde, o que tornou a logística mais fácil. No dia da prova é importante mentalizar que se está fazendo a prova tranquilamente.

7. Você prestou vários concursos? O que você diria para um concurseiro que não passou em algum concurso ainda?

Resposta: Eu diria que carreira pública é vocação e que se o candidato se vincula aos temas públicos verdadeiramente – para além dos ganhos materiais que possa ter de salário, estabilidade e status – certamente chegará a sua hora. É importante que o candidato se dedique ao autoconhecimento e se dedique àqueles concursos com os quais tem mais afinidade, o que aumentará as suas chances de sucesso.

 

Agradecemos ao Fábio pela ótima entrevista!