Olá pessoal, tudo bem?

Estamos inaugurando aqui no blog uma série de entrevistas com quem já é concursado. O primeiro entrevistado é o Rafael Takeishi, coordenador executivo de frota na Petrobrás. Fiz algumas perguntas-chave que poderão ser muito úteis para vocês: o critério de escolha dos concursos, a atualização acerca de editais, a rotina e o cronograma de estudos, a redação, e muito mais.

Lembre-se de que todo concursado já foi concurseiro!

 

1- Profa. Flávia: Olá. Você poderia nos contar qual foi o critério de escolha dos concursos que você prestou?

Resposta: Procurava concursos de empresas de grande porte, nas quais poderia aplicar meus conhecimentos em engenharia e que também pudessem me propiciar um bom salário, estabilidade e perspectivas de crescimento profissional.

 

2- Profa. Flávia: De que forma você se mantinha atualizado sobre os editais, data e novos concursos?

Resposta: Através de sites como PCI e fóruns como Correio Web.

 

3- Profa. Flávia: Como era a sua rotina de estudos?

Resposta: Comecei a estudar durante o meu mestrado. Normalmente, estudava cerca de 3 a 4 horas por dia. Geralmente, eu começava a estudar no final da tarde, pois durante o dia estava trabalhando na minha pesquisa de mestrado.

 

4- Profa. Flávia: Você seguia alguma planilha ou cronograma de estudos? Você acha que isso pode ser eficaz para um concurseiro?

Resposta: Como minha meta era passar em um concurso para trabalhar no sistema Petrobras, os conteúdos das provas que eu fazia não mudavam tanto de um concurso para o outro. Por isso, eu não tinha uma planilha exata do que estudar, mas sempre estudava todo o conteúdo dos editais, do começo ao fim.

Nos dias que eu estava mais cansado, eu procurava pegar as provas dos anos anteriores para tentar resolver. Quando estava chegando mais próximo das provas (cerca de 7 dias antes), eu pegava mais pesado nos estudos, principalmente nas matérias que eu tinha mais facilidade. Isso pode parecer estranho, mas meu pensamento era que se eu errasse uma questão que eu considerasse fácil era pior que errar uma questão considerada difícil. Também era uma maneira de me tranquilizar mais para a prova, pois é muito melhor chegar no dia da prova achando que está sabendo bastante, do que achar que ainda está faltando muita coisa para saber. Isso me deixava mais tranquilo e eu fazia a prova com mais confiança.

 

5- Profa. Flávia: Você teve algum preparo para a prova de redação? Que tipo de preparo você acha importante para esta etapa da prova?

Resposta: Confesso que sempre fui mal nas redações, isso me limitou muito na hora de escolher quais concursos eu iria prestar.

Felizmente, o concurso que eu passei não havia prova de redação, mas isso está acabando, pois a tendência é que, em pouco tempo, todos os concursos tenham prova de redação.

Apesar de querer entrar no sistema Petrobras, havia muitos outros concursos que eu também gostaria de passar, tais como ANP, Caixa, Inmetro, Perito Criminal, etc. Muitos desses concursos eu prestei e fui bem na prova objetiva e mas acabei não passando por causa da prova de redação. Em algumas provas também havia questões dissertativas e também fui mal nessas provas.

 

6- Profa. Flávia: Você tinha algum tipo de preparação para o dia da prova?

Resposta: Procurava dormir bem na noite anterior, apesar do nervosismo, e conversar com quem também estava fazendo a prova. Acho isso bom para descontrair e saber que você não é o único com situação difícil. O interessante é que muitas vezes eu encontrava as mesmas pessoas em diferentes concursos.

 

7- Profa. Flávia: Você prestou vários concursos? O que você diria para um concurseiro que não passou em algum concurso ainda?

Resposta: Com certeza mais de 15 concursos, acho que quase 20. Acho que é normal demorar para passar, afinal, são várias pessoas que também estão estudando para a aquela vaga. Sem contar que, às vezes, a prova pode ter questões que você sabe mais ou caia uma redação cujo tema você domine bem. Acho que a sorte ajuda bastante, mais quanto mais concursos você prestar, mais você estará ajudando sua sorte.

 

Muito obrigada pela entrevista, Rafael!