Neste depoimento do ex-concurseiro Luís Gustavo, ele falará um pouco da importância da prova de redação para ser aprovado no concurso, mostrando como ela o ajudou a passar no concurso para o cargo de Oficial de Controle Externo do TCE – RS. Nossa especialista em redação dos concursos, a Profa. Fernanda, sempre afirmou que escrever uma boa redação é fundamental para quem quer ser aprovado no Concurso Público, o que é comprovado neste depoimento.  Com a palavra, Luís Gustavo:

 

Comecei os estudos ignorando a redação – não faça isso.

Comecei a me preparar para concursos em janeiro de 2013, digamos, do zero. Estudei com planejamento as matérias básicas dos concursos da carreira fiscal até junho daquele ano, mês em que saiu o edital do concurso do TCE-RS. Eram 17 vagas para o cargo de Oficial de Controle Externo (desconsiderando as reservadas), um cargo de nível médio. A banca? Cespe. A prova? Uma parte objetiva, valendo 120 pontos, e uma redação, valendo 20 pontos.

Bom, se você avaliar friamente, não valeria a pena estudar ou treinar pra fazer essa redação. Ela valia menos de 15% dos pontos do concurso! Além disso, a nota mínima que eu deveria conseguir ali para não ser desclassificado era 8, ou seja, minha redação tinha que ser, pelo menos, 40% daquilo que o corretor gostaria que fosse. Mas se analisar por outro ângulo, vai perceber o seguinte: cada minuto que eu economizasse na redação era uma chance de brigar com a prova objetiva. Além disso, cada ponto a mais na redação compensaria o método nada amistoso que o CESPE utiliza pra corrigir a prova objetiva: uma errada anula uma certa! Pra ser sincero, nem cogitei não estudar/treinar pra fazer a redação.

 

Afinal, estudar para a redação faz diferença?

Primeiro estudei um pouco sobre a banca e seus requisitos em provas dissertativas. Ou seja, fui entender como deveria ser redigida uma redação do CESPE. Depois estudei a produção de um texto dissertativo nos moldes em que concurso exigia: introdução, desenvolvimento, conclusão; estranhamento; vícios de linguagem e outras armadilhas; caligrafia; etc. E, no meio desse processo, eu já andava meio satisfeito com meu “progresso” em Redação. Até que assisti, completamente por acaso, um vídeo sobre a rotina de treinos do César Cielo durante uma temporada nos EUA.

Pra resumir, além de musculação e todos os exercícios na água, o cara que bateu alguns recordes e ganhou algumas medalhas importantes na natação treinava (e muito) fazendo provas. E isso era possível em virtude do centro de treinamento reunir uma pequena elite da natação. Assim, todos os dias, quando eles competiam entre si, o faziam num nível de esforço físico e psicológico elevadíssimo, simulando cotidianamente um prova de Olimpíadas.

 

Estudar redação do jeito certo: o que me faltava para ser concursado

Vendo isso, decidi que, para treinar redação, deveria ir um pouco além das receitinhas de bolo: eu teria que simular a redação do concurso pra saber, realmente, como eu estava me saindo. Afinal, não sabia quanto tempo eu demoraria pra desenvolver um tema e não tinha noção de quantos períodos cabiam em um parágrafo, nem quanta ideia cabia em um texto (cabe pouca, muito menos do que eu gostaria de abordar). Então, adotei o “Método Cielo” pra me preparar pra redação.

Assim, procurei uma pessoa que pudesse corrigir de 3 a 4 redações antes do concurso, selecionei alguns temas na internet e comecei minha produção. Apliquei meus “conhecimentos teóricos”, cronometrei meus tempos e caprichei na caligrafia. Já nesse processo descobri que a produção de texto em um concurso é um procedimento pautado pela contenção de ideias e pelo seu refinamento (eu teria que ser objetivo e ponto!). Com as correções, aprendi muito sobre meus erros e fui pra prova disposto a evitá-los. O resultado é que consegui fazer uma prova tranquila, tirei nota máxima na redação (algo absolutamente inédito pra mim) e, depois de uns meses, vi meu nome na lista de classificados! Valeu muuuuito a pena!

 

Por isso, se você ainda acha que redação é aquela coisa de estar inspirado e tal, esqueça! Redação é prática! Não dê bobeira na sua preparação!

 

Luís Gustavo Pila D’Aloia

Oficial de Controle Externo do TCE-RS