Olá, concurseiro

Esta semana, vamos iniciar uma série de textos que tratam de questões bastante importantes para melhorar a coerência e a coesão de seus textos e, assim, garantir pontos importantes na avaliação das redações. Partiremos da necessidade de ficarmos atentos às questões gramaticais, como a pontuação, já que os concursos reservam uma parte da nota da produção escrita para a análise do bom uso da norma padrão da Língua Portuguesa.

 

questionAfinal, o que é usar bem a Língua Portuguesa? Basta saber as regras gramaticais para obter um texto consistente e, por isso mesmo, bem pontuado?

Não, concurseiro. Claro que é importante conhecer normas da gramática, porém não é o suficiente. Dominar a língua significa dominar a linguagem e saber adaptá-la a diferentes situações discursivas. Não basta, portanto, apenas conhecer regras, é preciso escolher bem o vocabulário e as expressões que você vai usar em seu texto. Tudo vai depender da proposta de produção textual, que indicará o grau de formalidade de sua escrita, além do contexto de circulação.

Mas voltando às questões gramaticais, qual peso que bom uso tem na nota final de minha redação?

 

brickSaiba que os concursos são, em sua maioria, bastante tradicionais. Isso quer dizer que se você tiver um bom domínio lexical, e também gramatical, garantirá pontos preciosos em sua redação ou questão discursiva. Isso mesmo! A correção de questões discursivas também leva em consideração as questões lexicais e gramaticais, não apenas o assunto a ser desenvolvido. Portanto, vale sempre ficar muito atento!

 

ideaEm se tratando de pontuação, ela é bastante importante para que as ideias trabalhadas em seu texto, concurseiro, sejam claras e desprovidas de qualquer tipo de ambiguidade. Afinal, uma vírgula pode condenar ou salvar a vida de um homem. Observe:

  1. Não mate o rapaz.
  2. Não, mate o rapaz.

Quando observamos as orações 1 e 2, por exemplo, percebemos a importância de se pontuar adequadamente nossos textos. Enquanto em 1 há o apelo para que não se mate o rapaz, em 2 temos exatamente o contrário. Portanto, fique atento, concurseiro!

 

Tente sempre reler seu texto com atenção e perceber se todas as ideias ficaram claras. Veja se a pontuação foi bem empregada em vista dessa clareza. Pense sempre que a pontuação tenta reproduzir as pausas e a entonação utilizadas na fala. A partir disso, você pode entender, por exemplo, a diferença entre usar uma vírgula ou o ponto e vírgula. Vejamos:

  1. Não saí, pois choveu.
  2. Não saí; choveu.

Na oração 1, há uma continuidade das informações, portanto a vírgula é uma pausa suficiente para o contexto. Já na oração 2, há uma quebra nessa continuidade, uma vez que se fala de dois acontecimentos distintos, apesar de relacionados entre si. Nesse caso, como não há necessidade de se inserir um ponto, o que tornaria as orações muito curtas, o ponto e vírgula fica mais adequado à construção frasal, estabelecendo uma pausa um pouco maior do que a da vírgula. Observou a diferença?

 

detectiveE cuidado para não separar partes da oração que não devem ser separadas, como o sujeito e o verbo, ou o verbo e seus complementos. Observe:

A leitura alimenta o homem.

Nesse caso, não poderíamos separar leitura de alimenta, nem alimenta de o homem. Fique atento! Deslizes como este podem trazer perdas significativas na nota da redação. Você poderia, sim, acrescentar uma vírgula, caso tivesse a intenção de enfatizar um dos termos da oração. Pense em isolar a palavra leitura, a fim de que o leitor perceba realmente sua importância. Você poderia escrever:

A leitura, ela alimenta o homem.

Nesse caso, o isolamento do termo foi intencional, a fim de enfatizá-lo. Note como, para que isso pudesse acontecer, um sujeito, ela, foi inserido ao lado do verbo.

 

weightliftE então, vamos praticar nossa escrita?

 

Continue dedicado, concurseiro, e mãos à obra!

Profª Aline

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