Olá, concurseiro!

Você está se preparando para os concursos? Aliás, você já começou a prestar os seus concursos?

O exame do concurso não começa no dia da prova, no momento em que você pega o caderno de questões e passa a resolver exercícios, escrever a redação e preencher o gabarito. O exame, na verdade, começa a partir da leitura do edital. Em posts anteriores, já havia ressaltado que ler os editais atentamente é crucial para uma boa preparação para os concursos. Agora, quero mostrar para vocês como conhecer a fundo o edital pode fazer diferença no seu desempenho, especificamente na prova de redação. Você também pode ver mais sobre este tema nas aulas que preparamos.

O edital é o manual que contém todas as informações sobre o concurso: descrição do cargo, requisitos para a contratação, dados sobre a inscrição, etapas do concurso, provas, critérios de avaliação, recursos, exames médicos, nota final, desempate, classificação, contratação, entre outros itens. Neste post vamos falar pontualmente do item dedicado à prova discursiva.

A prova discursiva é uma modalidade cada vez mais presente nas provas de concurso público. Seu objetivo não é somente testar a habilidade escrita dos candidatos, mas também a sua capacidade de apresentar ideias e argumentos de forma coerente, por meio do uso formal da língua portuguesa. Ao contrário do que você possa pensar, escrever bem não é um talento inato, mas sim uma habilidade que vamos construindo com tempo e formação.

O edital oferece informações valiosas sobre o tipo de texto que você terá que elaborar. Como exemplo, selecionei a prova da Caixa Econômica Federal de 2014, para o cargo de Técnico Bancário Novo. Veja alguns itens que selecionei sobre a prova discursiva deste concurso:

 

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Aqui, temos as informações essenciais da prova discursiva, como o tipo de caneta, quantidade de linhas a escrever, o tema da redação (que será relacionado com temas das outras disciplinas do concurso, neste caso específico), etc. A folha da redação definitiva deve ser impecável, sem rasuras, portanto, reserve o tempo necessário para que sua letra seja legível e o texto compreensível. O tempo da prova não permite, na maioria dos caso, que se faça um rascunho. Portanto, o ideal é que você faça um planejamento de parágrafos, com as ideias centrais que vai explorar em um rascunho, pensando na melhor forma de expressar e elaborar seus argumentos. Há muitos casos de candidatos que não chegam a entregar uma boa redação completa, porque perderam muito tempo no rascunho. Lembre-se que a folha de rascunho não é considerada na avaliação.

 

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Os critérios de avaliação também dizem muito sobre a prova: conhecimento e adequação ao tema proposto, capacidade de uso da modalidade escrita da língua, em registro formal, ou seja, nada de gírias, abreviações, ou usos coloquiais do português. O texto de gênero dissertativo requer que o autor apresente argumentos de forma indireta. Para saber mais sobre como escrever este tipo de texto, leia o post anterior que fala sobre os gêneros discursivos nas redações de concurso público.

A estrutura do texto não deve ser nem longa demais – por isso evite “encher linguiça” com informações desnecessárias – e nem curta. Na dissertação, é esperado que o autor apresente uma introdução bem contextualizada, que possa apresentar a hipótese ou a tese central do texto; um desenvolvimento das ideias do autor por meio de exemplos, dados e argumento; e uma conclusão coerente com os parágrafos anteriores, com a proposta de soluções ou mesmo a reflexão final sobre o tema do texto.

Quero terminar dizendo que um bom programa de estudos não é o único diferencial entre os concurseiros, mas a maneira de encarar a etapa preparatória para o concurso pode ser decisiva. Portanto, continue se preparando e tenha em mente que o concurso começa antes mesmo da prova, a partir da leitura do edital. #preparoétudo #comeceoconcursohojemesmo

 

 

-Professora Flávia