Oi, concurseiro!

Você sabia que as provas de concursos têm se tornado cada vez mais discursivas? Isto significa que os exames atuais exigem que o candidato escreva mais, seja respondendo a questões específicas, seja desenvolvendo uma redação. Por isso, o concurseiro tem que ter em mente a importância da prática da escrita caso realmente queira ter um bom desempenho no concurso público. No post de hoje, vou falar sobre essa tendência crescente nos concursos em todo o país e também sobre como é importante se preparar para a prova escrita. Afinal, se a prova escrita é tão importante, o que ela quer avaliar?

 

1. Qual o perfil dos candidatos?

Assim como nas provas do Vestibular, as instituições examinadoras têm inserido questões que possam identificar se o candidato tem o perfil para assumir aquela vaga. As questões de múltipla escolha – sem considerar o fator sorte – geralmente testam se o concurseiro domina ou não o conteúdo, mas não a sua capacidade de elaborar, falar ou utilizar essas noções na prática.

 

como-avaliar-chefe2. O candidato está preparado para assumir as suas funções?

Os concursos públicos buscam por candidatos que estejam preparados não somente para a prova, mas para assumir suas responsabilidades de trabalho no dia-a-dia. Já que a modalidade oral, como a entrevista, não é frequente na maioria dos concursos, a redação é uma oportunidade para o concurseiro expressar opiniões e dar evidencias sobre a suas habilidades de organização, coesão, coerência e argumentação. Os avaliadores reparam não somente o que você escreve, mas como você escreve.

  

3. O candidato domina a habilidade escrita e formal da língua portuguesa?

Considerando que as relações de trabalho são cada vez mais mediadas por computadores e canais digitais, escrever passa a ser uma habilidade central. Com certeza, a escrita de documentos, relatórios, comunicados internos ou externos, e outros tipos de textos, é uma atividade que fará parte do seu futuro trabalho. Além disso, a prova discursiva pretende descobrir se o concurseiro sabe utilizar a variante formal da língua (sem gírias e com o uso da norma culta, aquela que a gente aprende nos livros de gramática e na escola!).

 

Fecho nossa conversa dizendo (como sempre digo) que o sucesso do concurseiro depende da preparação. Porém, hoje quero acrescentar que desenvolver a habilidade escrita prepara o concurseiro para além da prova. Sim, investir para melhorar a sua redação é investir em você para o futuro!

 

Abraços e até a próxima! 

Profa. Fernanda D’Olivo

A professora Fernanda D’Olivo é bacharel (Unicamp, 2007), mestre (Unicamp, 2010) e doutora em Linguística (Unicamp, 2015) com formação complementar na Universidade de Paris (França). Atuou como corretora de redação e língua portuguesa em grandes bancas de exames do país. Tem vasta experiência na área de concursos públicos, vestibulares, português para estrangeiros e revisão.

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