Olá concurseiros! Nos posts anteriores, começamos a discutir sobre a presença, cada vez maior, das redações em concursos. Para se sair bem, não basta saber escrever uma boa dissertação. É cada vez mais necessário dominar a escrita de diferentes tipos textos e gêneros discursivos, como cartas, editorias, artigos de opinião, entre outros.

Primeiro, vamos entender o que são gêneros discursivos. Trata-se de conjuntos de textos com o mesmo formato e estilo que apresentam características semelhantes e estão presentes em todas as esferas da nossa vida – do bate-papo informal na mesa de bar com os amigos, ao relatório financeiro que deve ser apresentado em uma reunião de trabalho. Isso quer dizer que você já utiliza gêneros discursivos variados, dos mais formais aos informais, o que é uma ótima notícia. Agora, basta saber que tipos de gêneros específicos são mais pedidos nas provas de redação do concurso que vai prestar.

Assim como nas provas de vestibular, os concursos podem exigir que o candidato elabore uma dissertação sobre um assunto específico e atual. Neste tipo de texto, devemos apresentar uma introdução bem contextualizada, um desenvolvimento coerente e uma conclusão, sem que o autor do texto apareça de forma explícita. Por isso, o ideal é empregar pronomes da terceira pessoa ao invés da primeira, o que evidencia um distanciamento do autor em relação ao que ele escreve.

A dissertação é apenas um dos tipos de textos que podem ser exigidos em concursos públicos. Veja este exemplo, retirado do concurso para Técnico em Educação elabora do pela CESPE:

 

A partir do texto lido e de conhecimentos sobre o assunto, elabore um artigo de opinião, entre 25 e 30 linhas, apresentando o seu posicionamento sobre a influência das fofocas no ambiente de trabalho. Aborde como a fofoca pode alterar a autoestima dos profissionais e modificar vidas. O texto deve ser destinado aos seus futuros colegas, com a possibilidade de ser exposto no seu local de trabalho.

 

Depois da leitura de um texto sobre a fofoca no trabalho publicado em um site, a proposta pede para que o candidato elabore um artigo de opinião sobre o mesmo assunto. A proposta também destaca o público alvo do texto e o local de sua possível publicação, o mural do seu local de trabalho. Diferentemente da dissertação, o artigo de opinião pede para que o autor coloque sua opinião sobre determinado assunto de forma explícita. Por isso, o uso dos pronomes da primeira pessoa do singular (‘eu’, ‘na minha opinião’, ‘a meu ver’, etc.). Enquanto a dissertação pode apresentar propostas para a solução de um problema, o artigo de opinião propõe um posicionamento do autor em relação a um problema. Resumindo, os estilos, os recursos gramaticais e a forma do texto são diferentes.

Para fechar o post de hoje, deixo duas grandes dicas:

  1. Quando se deparar com a proposta de redação do seu exame, preste muita atenção ao que o enunciado pede: qual é o tipo de texto (a que gênero ele pertence), para quem ele será escrito, sobre que assunto. Utilize todas essas informações para elaborar a redação.
  2. Quanto mais gêneros e tipos de textos você dominar, mais chances terá de redigir boas redações. Portanto, procure ter contato com textos escritos e publicados em jornais, revistas – tanto impressos, quanto digitais – de gêneros mais variados possíveis. Observe a sua estrutura e as suas características, como o emprego de títulos, referências bibliográficas, dados, presença do autor. Dessa forma, você poderá reproduzir com mais facilidade os textos pedidos no concurso.

Comece desde já a se preparar para a prova de redação. Bom trabalho e boa sorte!

 

Professora Flávia Machado